sábado, 4 de fevereiro de 2017

ESCOLA DE SABERES TRADICIONAIS FLOR DO MOINHO


https://benfeitoria.com/escoladesaberesdonaflor

ESCOLA DE SABERES TRADICIONAIS FLOR DO MOINHO

Dona Flor, 78 anos, quilombola, parteira, raizeira e o seu belo sonho: construir uma escola de saberes tradicionais e parto! Vamos ajudá-la?

ESTAMOS UNIDOS  (COMITÊ LOCAL)* EM FAVOR DA REALIZAÇÃO DO SONHO DE DONA FLOR: TER UMA ESCOLA DE SABERES TRADICIONAIS E PARTO.

 

Quem é Dona Flor?


Dona Flor ou Flor do Moinho é uma mestra, quilombola, parteira, raizeira que no auge dos seus 79 anos construiu uma história alicerçada na doação, na entrega, na cura de uma comunidade.  
Dona Flor nos inspira, pois acredita na natureza e na capacidade humana de tranasformação e resilência! 


O sonho de Dona Flor

Ela quer ter uma Escola, um espaço educativo...  Nesta escola-casa, Flor deseja realizar sua missão como mestra, ensinando novas/os aprendizes sobre os saberes tradicionais das ervas, das rezas, do partejar. Ela deseja ainda cuidar, apoiar e empoderar meninas e mulheres acerca dos seus direitos sexuais e reprodutivos. 

Ensinar para Dona Flor é...
 

uma forma de estar junt@, empoderando pessoas e comunidades para que construam novas formas de viver a experiência do nascimento e dos cuidados com a saúde, desenvolvam um novo olhar sobre a proteção e a sustentabilidade ambiental e promovam bem-estar.
O percurso educativo, cultural e as metodologias em saúde integrativa são os pilares desta iniciativa, que apoiarão os diálogos sobre os direitos humanos, o direito de nascer e crescer com dignidade, o direito de viver uma vida em plenitude. 
Seu sonho está conectado com  o Objetivo 5. da ONU  dos 17 Objetivos PARA TRANSFORMAR NOSSO MUNDO

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas


5.1 Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte
5.2 Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos
5.3 Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas
5.4 Reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social, bem como a promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme os contextos nacionais
5.5 Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública
5.6 Assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos, como acordado em conformidade com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e com a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos resultantes de suas conferências de revisão
5.a Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso a propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais
5.b Aumentar o uso de tecnologias de base, em particular as tecnologias de informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres
5.c Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis

 

VAMOS JUNT@S CO-CRIAR/REALIZAR O SONHO DE DONA FLOR!

 

SAIBA MAIS SOBRE DONA FLOR DO MOINHO:


Homenagem 'Celebridade do Alto': https://youtu.be/qR5O7sXYkB0
Raizeiros da Chapada: https://youtu.be/6HE4dfwwtbw
Campanha Documentário: https://youtu.be/ixZdOqYBQJk

COMITÊ LOCAL*

Daniela Souza, bióloga, professora, coordenadora do projeto Raizeiros da Chapada - Três Luas Etnobotânica e Produções Culturais
Juliano Souza, arquiteto, bioconstrutor, ativista - - ECOnstrução
Lilian Galvão, mestre em gestão de organzações que aprendem, psicóloga, educadora, ativista, empresária -   A Parteira Souvenirs
Márcia  Purnimá, parteira, professora, diretora do curso de formação de medicina chinesa - TAO TE Caminho da Virtude
Sérgio Makari, videomaker, ativista -  Quartzo Filmes 
Sigrid  Krast, anciã, fazendeira  permacultora, sacerdotisa                                                                                                                 
 

Créditos


Fotografias cedidas gentilmente por Melissa Maurer - via Projeto Raizeiros da Chapada- Fundo de Cultura de Goiás
Captação do vídeo: Geovana Jardim Dias - Vozes de Mestres
Edição: Sérgio Makari - Quatzo Filmes

Agenda de Cursos Florais do Cerrado


Mutirão


Workshop de Fotografia com Andre Dib


Casa dos Tucanos - APOIE


domingo, 11 de setembro de 2016

O Caminho do Cerrado



O projeto fotográfico possui cunho artístico e denunciativo sobre a devastação crescente do Cerrado gerada principalmente pelo agronegócio. É um alerta sobre a aproximação e extensão dessas atividades por todo o percurso entre Brasília - Capital do país e o munícipio de Alto Paraíso de Goiás -  Chapada dos Veadeiros. As imagens fazem com que um novo olhar se abra sobre o caminho que o Cerrado, considerado a savana com maior biodiversidade do planeta, e a região da Chapada dos Veadeiros - Patrimônio Natural da Humanidade (UNESCO), vem enfrentando.

“O caminho do Cerrado” apresenta a trajetória pela rodovia GO-118, de uma mulher nua, usando apenas máscara e botas para protegê-la. Durante o percurso, ela observa e registra todo o desaparecimento da vegetação nativa e o crescimento das monoculturas, e todos os impactos causados por essa ação. O Cerrado está nu.

Ela transita pela estrada, com o objetivo de demonstrar a fragilidade do ser humano diante a devastação, até chegar ao fim da sua caminhada. Na área protegida e preservada da Chapada dos Veadeiros, sente-se acolhida pela natureza e finalmente consegue a proteção necessária para livrar-se da máscara e pode, enfim, respirar livremente.

Um trabalho forte, polêmico e revelador, que alerta e tem o intuito de mudar a visão sobre “O caminho” que a humanidade está percorrendo. Um registro que nos leva a refletir sobre como agregar a sustentabilidade às atividades rurais e ao agronegócio, visando possibilitar menores impactos ao meio ambiente por meio da preservação do Cerrado, esse bioma tão importante para o nosso planeta.

Outro aspecto não menos importante do projeto é a exposição do feminino que tem sido tão banalizado e erotizado em nossa sociedade patriarcal, o tabu da nudez e o resgate da sabedoria e do empoderamento feminino, da liberdade das mulheres serem o que são, da forma que quiserem ser, sem se sentirem ameaçadas ou inferiores.